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“Reconhecer as falácias é por vezes difícil.”

9 de março de 2010
Quem convive comigo via internet, provavelmente, percebeu que ando falando muito sobre as tais  “falácias” nestes últimos dias. Antes de mais nada, temos que esclarecer:
  • “Uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar eficazmente o que alega.” Wikipédia
  • “Sofisma ou engano que se faz com razões falsas ou mal deduzidas.” Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
  • “Argumento capcioso que induz a erro.” Aurélio

O blog Papo Político, trouxe a discussão “O que tem política com poesia?” e achei apropriado citar as falácias, pois, é muito mais comum do que pensamos nos depararmos com elas, tanto na política como nos discursos do dia a dia. Acho pertinente dizer que não há política sem retórica, muito menos retórica sem poesia. O problema é que além da retórica, nossos Excelentíssimo políticos usam de falácias. Argumentos que aparentemente são verdadeiros, inocentes e corretos, mas que não podem ser tomados como verdade absoluta por não se fundarem em fatos precisos.

E como todos nós as usamos, muitas vezes até por questões de expressão cultural, achei válido reproduzir alguns exemplos do artigo do Wikipédia onde encontramos a “Tipologia das falácias”

(Alguns dos nomes usados estão em latim, com a tradução ao lado.)

  • Argumentum ad antiquitatem (Argumento de antiguidade ou tradição):

Afirmar que algo é verdadeiro ou bom porque é antigo ou “sempre foi assim”.

Ex: “Se o meu avô diz que Garrincha foi melhor que Pelé, deve ser verdade.”

  • Argumentum ad populum (Apelo ao Povo):

É a tentativa de ganhar a causa por apelar a uma grande quantidade de pessoas.

Ex: “A maioria das pessoas acredita em alienígenas, portanto eles existem.”

“Inúmeras pessoas usam essa marca de roupa; portanto, ela possui um tecido de melhor qualidade.”

  • Argumentum ad Verecundiam (Apelo à autoridade) ou Magister Dixit (Meu mestre disse):

Argumentação baseada no apelo a alguma autoridade reconhecida para comprovar a premissa.

Ex: “Se Aristóteles disse isto, então é verdade.”

  • Argumentum ad hominem (Ataque ao argumentador):

Em vez de o argumentador provar a falsidade do enunciado, ele ataca a pessoa que fez o enunciado.

Ex: “Se foi um burguês quem disse isso, certamente é engodo”.

Percebeu? Aposto que agora as Falácias são muito mais comuns para você do que no começo deste post. E digo mais, se procurarmos nos discursos políticos não demoraríamos a encontrar muito mais exemplos para estes e para todos os outros tipos. Então, como podemos avaliar a “retórica” de nossos representantes?

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